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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

BURQA PROIBIDA


Inesperadamente, ou talvez não, as autoridades marroquinas vão proibir a venda e a comercialização de burqas no país. Uma medida extrema que justificaram com o facto de muitos criminosos usaram este disfarce para fugirem ao reconhecimento público e desse modo escaparem facilmente às autoridades.
A burqa já era proibida em França, Holanda, Bélgica, Bulgária, mas Marrocos representa uma novidade muito importante, porque se trata de um país de religião islâmica.
Na é verdade que o Alcorão imponha o usa da burqa, mas é verdade que a religião é usada como justificação para quem a usa ou obriga as mulheres a usar.

Com esta posição, o governo marroquino quebra a unanimidade entre o mundo islâmico quanto à conveniência do uso da burqa por parte das mulheres muçulmanas e sanciona a visão francesa acerca do uso do véu integral por parte das mulheres árabes.
Sempre achei que as sociedades ocidentais tinham todo o direito a exigir que as mulheres árabes destapassem a cara, por uma questão de segurança, tendo em conta o historial de atentados terroristas perpetrados por grupos extremistas árabes. 

A tomada de posição de Marrocos não é um ataque às leis do Islão nem uma "cedência ignóbil aos infiéis do Ocidente", mas uma decisão corajosa, sensata e racional. A longo prazo acabará por jogar a favor dos muçulmanos, tornando claro que a maioria das sociedades árabes é pacífica e deseja a paz.
A burqa é um símbolo importante, mas não é nenhum elemento indispensável à afirmação da religião islâmica. É possível que algumas mulheres se sintam algo despidas ao terem de abdicar da sua burqa, mas a maioria até sentirá um certo alívio com esta decisão marroquina.

Todas as sociedades evoluem com decisões de rutura. É possível que esta medida representa uma brisa suave na evolução das sociedades islâmicas.
Gabriel  Vilas Boas 

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