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terça-feira, 18 de outubro de 2016

LUÍS XIV PÕE FIM À TOLERÂNCIA DOS HUGUENOTES, 1685


Genericamente os Huguenotes é nome dado aos membros da Igreja Reformada francesa, ou seja, aos protestantes franceses no século XVI. O movimento da Reforma iniciada por Martim Lutero também impressionou os cristãos franceses que reconheciam justiça nas críticas que o prelado alemão fazia à Igreja de Roma. O mundo vivia já em pleno Renascimento e a Iade das Trevas tinha ficado definitivamente para trás. No entanto, a Igreja Católica lutava obstinadamente contra essa viragem de mentalidades, defendendo com unhas e dentes o seu poder terreno.

No final do século XVI (1598) o monarca francês (Henrique IV) promulgou o famoso Édito de Nantes onde a política de tolerância religiosa, em solo francês, encontrava guarida. Esse documento foi muito importante, porque pôs termo a intestinas guerras religiosas que minavam a paz em França.
Com a chegada de Luís XIV ao poder, a política de tolerância inverteu-se. A partir de 1641, o neto de Henrique IV foi paulatinamente retirando liberdades aos Huguenotes. Esta política de intolerância culminou com o famoso Édito de Fontainebleau, de 18 de Outubro de 1685, onde morre de forma «perpétua» e «irrevogável» (como se tal fosse possível) o édito de Nantes. Os Huguenotes ficavam proibidos de se reunirem, de praticarem qualquer ato religioso. “Os ministros da religião alegadamente reformada” tinham 15 dias para se converter ao catolicismo ou para abandonarem o país. Na sequência de tal édito, mais de 300 mil Huguenotes fugiram de França.  
Durante séculos Igreja, reinos e Impérios não fizeram outra coisa que não lutar pelo poder temporal. Se isto é justificável no caso de Imperadores e Reis, é absolutamente reprovável no caso da Igreja Católica. As diferenças entre Igreja que acreditam no mesmo Deus resultam mais dos erros dos crentes que dos princípios da religião. O único poder que a Igreja devem querer cimentar e ampliar é o poder espiritual. Tudo o resto é, no fundo, contradizer-se.

Gabriel Vilas Boas  

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