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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ARRENDO, MAS NÃO PASSO FATURA

 A entrada de um filho na Universidade comporta quase sempre para a família do estudante deslocado um investimento mensal nunca inferior a 700/800 euros. É um valor altíssimo, que muitas famílias suportam com muitos sacrifícios, em prole da concretização do grande objetivo dos filhos, que ainda é para muitos obter uma licenciatura/mestrado.
Grande parte da fatura mensal consome-se no arrendamento de um quatro ou pequeno apartamento, onde o jovem estudante universitário passa a residir. Apesar da oferta ter aumentado, ainda há escassez de quartos disponíveis e os valores pedidos a cada estudante são normalmente superiores a duzentos euros, quando não atingem 300/350 euros. Muitos pais são confrontados com aposentos minúsculos, com poucas condições e com a determinação dos senhorios em não passar fatura. Estes senhorios clandestinos abusam da sua posição dominante no negócio da renda de quartos a estudantes universitários, para imporem a sua iníqua lei.

O Estado, através da máquina fiscal, tem optado por abordar a questão sob a pespetiva mais fácil e conveniente: fiscalizar os senhorios para punir aqueles que não passam recibo e fogem aos impostos. Sem embargo de considerar esta abordagem também necessário, eu penso que o Estado (administração central e local) devia centrar a sua atenção noutra perspectiva: promover o mercado imobiliário vocacionado para os jovens estudantes universitários. Como? As Câmaras Municipais isentando de taxas todos aqueles que  construíssem apartamentos para arrendamento a jovens universitários e se comprometessem com um regime de rendas baixas, cujos valores fossem negociados e conhecidos por todos à partida.
A troco do compromisso de rendas controlas e definidas, a administração central podia cobrar um imposto muito reduzido sobre o rendimento dessas rendas. 
Outra ideia seria incentivar as entidades bancárias a colocar no mercado de arrendamento universitário muitos dos apartamentos na sua posse, por via da falta de pagamento dos antigos proprietários, sempre com o pressuposto das rendas acessíveis.
Se os alunos que entram para a Universidade tivessem quartos disponíveis a 100 euros e apartamentos de tipologia T2/T3 entre os 250 e os 300 euros, o Estado daria uma grande ajuda a muitas famílias de jovens universitários.   

Mais importante que perseguir senhorios incumpridores era importante ajudar jovens adultos e as suas famílias a garantir alojamento a preços justos.
gavb

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