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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

QUE TRAGÉDIA DE PAIS!


O SUPERIOR INTERESSE DAS CRIANÇAS?
O assunto mereceu uma linha na primeira página do JN, uma breve notícia no CM, três minutos na RTP e mediaticamente terminou.
Há um mês, o Tribunal de Cascais retirou a uma mãe de trinta e três anos as três filhas (de 2, 3, e 5 anos) e entregou uma ao pai que vive no Porto e as outras duas ao pai que vive nos arredores de Lisboa. O tribunal teve em conta o parecer das técnicas da Segurança Social que informaram o tribunal que a mãe queria fugir com as mais velhas e teria abandonado a mais nova. Sugeriram a entrega das crianças aos respetivos pais, o que se veio a concretizar.
Esqueceram-se foi de avisar que o pai das duas mais novas estava a ser julgado por violência doméstica contra a mãe das suas filhas.

Provavelmente, o caso só chegou aos jornais porque a mãe não teve outra porta onde bater. De qualquer modo, o tiro anda constantemente a sair-lhe ao lado, pois a imprensa preferiu noticiar o caso deste modo: “Tribunal retira três filhas à mãe” ou “Mãe põe técnicas da segurança social em tribunal”.
Não sei todos os contornos do caso e desconheço quem tem mais culpas neste infeliz evento, mas estou convicto que ninguém pensou seriamente no bem-estar daquelas três crianças nem cumpriu, como deve ser, os seus deveres.

A primeira e maior responsabilidade cabe aos pais. Fundadas suspeitas de agressões? Fundadas suspeitas de abandono dos filhos? Por que decidiram estes pais fazer nascer três crianças em quatro anos, se não estavam dispostos a amá-las, a protegê-las, a cuidar delas? A existência destes pais é uma tragédia na vida destas crianças, que neste momento não têm nenhuma proteção. Como pode o foco desta mãe estar centrado na queixa-crime contra as técnicas da Segurança Social, em vez de querer recuperar e cuidar das filhas? A ordem de prioridades desta mulher deixa transparecer uma certa razão das técnicas da Segurança Social que aconselharam o tribunal a retirar-lhe as filhas.

No entanto, se estiveram, aparentemente assertivas na sugestão que fizeram ao tribunal quanto à mãe, parece-me que estiveram muito mal em recomendar o pai para ficar com as duas filhas mais velhas. Um homem acusado de violência doméstica não pode ficar com a guarda de menores, pelo menos até à prova cabal da sua inocência.
Que profissionais são estas que não verificam a situação criminal em que se encontra as pessoas que recomendam para acolher menores retirados às mães? Foram desleixadas, negligentes ou investiram-se em juízes e decidiram já que as queixas contra o pai daquelas crianças eram falsas. Acho que não pensaram no superior interesse daquelas três meninas. Quiseram despachar o caso o mais rapidamente possível, julgando sumariamente a mãe, entregando duas filhas ao pai que supostamente batia na mãe à sua frente? Ter-se-ão dado ao trabalho de ouvir, pelo menos, a mais velha?

Oiço, muitas vezes, vários responsáveis da Segurança Social portuguesa encherem a boca com os “superiores interesses da criança”, mas neste caso o único interesse que houve foi “despachá-las” para onde incomodassem menos. Na verdade, estas três crianças foram abandonados por todos. Ainda que não tenham perfeita consciência disso, estão sozinhas e só uma extraordinária conjugação de fatores permitirá que tenham um futuro risonho.
Técnicos da Segurança Social e Juízes têm de julgar casos como este com todo o máximo cuidado, munindo-se de toda a informação possível e decidindo com cautela. As crianças são um bem precioso e sensível, cujas vidas não devem estar sujeitas a decisões levianas.
Gabriel Vilas Boas

7 comentários:

  1. meu caro.
    claramente falta-lhe uma boa dose de conhecimento neste caso.
    aquilo que viu na televisão é só uma ponta do iceberg.
    sugiro que veja com muita atenção os próximos "episódios" desta "novela".
    o que lhe posso informar é que esta "mãe" tem QUATRO filhos e não três como noticiado, que o QUARTO já lhe foi retirado e entregue ao respectivo pai há 4 anos por abandono, negligencia, maus tratos, pai esse que não consta nestas notícias.
    posso-lhe assegurar que está perante uma senhora doente, mentirosa compulsiva, narcisista, que não tem interesse nenhum nestas crianças e que o seu único interesse é destruir a vida de todos aqueles que lhe fazem frente. uma mãe que mentiu a tudo e todos sobre uma destas 3 crianças ser sua própria filha, abandonando-a em casa de uma tia, que também aparece na reportagem, senhora bastante idosa que vive numa espécie de "barraca", filha esta que nunca levou uma vacina até aos 5 anos de idade, que escondeu do pai biológico desta a sua existência, dizendo que lhe teriam entregue esta pobre criança ao seu cuidado porque era filha de uma outra menor de 14 anos que não quis ficar com esta.... como se isso fosse possível neste pais.
    essa criança, com 5 anos, nem sabia quase falar ou comer com talheres, dormia no chão num colchão improvisado, era violentada por esta mãe vezes sem conta, quando esta teria de ficar com ela para mostrar a outros e para receber o subsídio da segurança social.
    para mais informações sobre esta mãe, aconselho-o a estar atento às notícias que saírem no futuro.
    por ultimo informo-lhe que, se presumir a inocencia deste pais, (pai das meninas mais novas de 2 e 4 anos), e garantindo-lhe que a mais velha (de 5 anos), finalmente encontrou um lar de pessoas que a passaram a amar e a cuidar como se deve cuidar um filho, já esta na escola e já tem a sua saúde cuidada e em dia, que está feliz e que não quer, por motivo nenhum, voltar a ver esta "mãe", estão todas bem entregues.

    infelizmente as noticias tendem a contar só uma versão, mas certamente que irão evoluir para a horrível realidade que é esta senhora...

    atentamente.

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    1. Caríssimo anónimo(a),
      certamente não disponho da informação que o(a) senhor(a) dispõe e tal me seria impossível, pois não estou dentro do caso (como referi no texto) como o (a) senhor(a) parece estar. No entanto, a sua prestável colaboração em nada contradiz o que eu escrevi.
      No essencial critico a atitude da mãe, de um dos pais e sobretudo da segurança social. A minha análise foi nesse sentido. Não pretendi defender a mãe, cujo historial não foi noticiado tal como o descreve. De qualquer maneira, noto que faz acusações gravíssimas a esta mãe, mas não assina o seu texto. Acho que o deveria ter feito.

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  2. não faria diferença, não me iria conhecer na mesma.
    para alem de que muitas mais "historias" sobre esta "mãe" estão em segredo de justiça, pelo qual não me devo nem posso pronunciar.
    a única coisa que lhe posso garantir, é que esta acção do tribunal e da segurança social foi mesmo a mais indicada, só peca por ser tardia.
    por ultimo também lhe posso afirmar que não houve nenhuma violência doméstica, o pai acusado só teve azar de ter tido esta "mãe" na sua vida, tal como os outros companheiros anterior a ele.
    como sabe, o ano passado falou-se muito de "violência domestica", e então se for homem a cometer, é logo culpado mesmo sem o ser, e esta "mãe" ao ver que iria perder estas duas crianças, tal como já tinha perdido outra mais velha de 11 anos e também a tál de 5 anos (que não era filha, mas afinal já o era) também já estava a caminho de ficar sem ela para o pai biológico, arranjou esta artimanha, fazendo falsas acusações afim de poder desviar atenções para aquilo que realmente é importante, que são estas crianças.

    só espero que tudo isto acabe rápido e que justiça se faça, que consigam parar esta senhora (ana vilma rocha lopes Maximiano) de vez.
    este nome sim, deverá e irá certamente ficar conhecido, para que toda a gente possa saber que existem mesmo pessoas assim na realidade e não só em telenovelas.

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    1. este anonimo so podem ser as tecnicas essas sim falsas e c perigosas!

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  3. se tudo isso é verdade identifique se

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  4. è de lamentar que so agora em funções de mera pesquisa para o meu livro me tenha de parado com este "blog".. é "encorajador" este anonimato.. ora posso falar do que sei , pesquisei e embora os relatórios sociais sejam sigilosos tenho testemunhos deste processo com identificações e agora conhecimento de causa.
    Comecemos pelo facto de que esta figura anonima que tanta preocupação tem em maldizer desta Sra., ou terá interesses pessoais ou apenas .. fala do que não sabe. Porquê??
    Estes relatórios estão num processo de promoção LOGO NÃO SAO DE CONHECIMENTO PUBLICO, so o agressor pai das meninas de lisboa ou pai que abandonou a filha não querendo saber da mesma durante cinco anos da sua existência (do Norte) terão acesso... Não iriamos esperar que estas partes interessadas falassem bem desta mãe.
    Relatando factos comprovados :
    Pai do Norte:
    Menina mais velha nada em Lisboa, viveu sempre junto desta mãe e a certa altura de uma Sra. sua tia porque o pai de Lisboa decidiu expulsar os outros filhos que não seus, desta Sra. de sua ( e seus pais) casa ou então obrigaria Ana Maximiano a abortar de sua filha mais nova. Este pai, nunca quis saber desta filha ´durante, praticamente toda a sua existência residia e trabalhava em Lisboa , decidiu ir fazer vida com outra mulher a cerca de 350kms de distancia retratando assim a sua total falta de interesse pela mesma. Só depois da Sra Ana Maximiano ter saído de casa (vitima de violência domestica ) a família do pai de Lisboa decidiu contatar este Sr. quem por sua vez, e por conveniência decidiu passar a querer assumir esta paternidade. Nem sequer o apelido quis dar a esta filha! Em vez de a proteger do agressor que a expulsou de casa e optar por ajudar esta mãe nesta luta, pois estava em causa o bem estar da sua filha, NÃO! Uma figura de autoridade protege e alia- se ao agressor condenado por violência domestica agravada ( o que não se faz por conveniência).




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