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sexta-feira, 8 de maio de 2015

MOSTEIRO DE SANTA CRUZ

O Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, foi começado a construir no século XII e é lá que repousam os restos mortais do fundador da pátria, D. Afonso Henriques, e do seu sucessor, o rei D. Sancho I.
Neste mosteiro predominam os estilos românico, manuelino, renascentista e maneirista. No passado, este espaço albergou um convento crúzio. Hoje, tem uma função educativa e cultural, englobando uma biblioteca e Associação de Artistas de Coimbra.
Trata-se de um conjunto arquitetónico híbrido, com alguns elementos decorativos românicos e onde se nota as várias intervenções ocorridas ao longo dos séculos: o Claustro Do Silêncio, de Manuel Pires, de planta quadrada com abóbadas e decoração manuelina; o púlpito renascentista da autoria de Nicolau Chanterene, datado de 1521; a sacristia de Pedro Nunes Tinoco de 1662, importante obra maneirista, apresentando no interior telas de Grão Vasco e Cristóvão e Figueiredo.  


O complexo tem uma planta longitudinal, desenvolvendo-se o claustro ao lado da igreja e as restantes dependências no seguimento desta.
A igreja é uma nave, com duas capelas laterais. A fachada é constituída por duas torres quadrangulares, rematadas de coruchéus enquadrando o portal, de composição decorativa exuberante.
No interior, na nave, existem colunas torsas que sustentam os arcos abatidos da abóbada. Na capela-mor, de abóbada manuelina, encontram-se os túmulos de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, obras quinhentistas do mestre Chanterene, mandadas executar pelo rei D. Manuel I. Antes das arcas tumulares encontramos um pórtico, constituído por dois contrafortes decorados com medalhões, nichos e estátuas, dos Apóstolos no túmulo de D. Afonso Henriques e das Sete Virtudes no de D. Sancho, que sustentam arcos policêntricos.

A primeira pedra do Mosteiro de Santa Cruz foi lançada em 1131 (ainda antes de haver Portugal), pelos clérigos D. Telo e D. João Peculiar. Trinta e quatro depois, D. Maria, filha de D. Martinho, do Tombo dos Serpas, doou ao mosteiro as terras de Papízios e Almaça.
Já na primeira metade do século XV, D. Frei Gomez, nomeado prior do mosteiro, realizou várias obras, entre as quais merecem destaque a transformação das duas capelas laterais, a reforma das abóbadas e da sacristia.
No século XVI tiveram lugar obras na fachada e no interior da igreja, claustro e capítulo. Em 1521, o púlpito foi executado por Chanterene. No ano de 1582, tomou-se a decisão, em reunião do capítulo crúzio, de mandar executar a capela de S. Teotónio e o forro de azulejos, enxaquetados até meia altura das paredes da Sala do Capítulo. Ainda no mesmo século, 1588 é a data provável do fim da construção da capela de São Teotónio.
Em 1662, surgiu uma nova Sacristia, de Pedro Nunes Tinoco. No século XVIII, deu-se a alteração da fachada e, em 1834, com a extinção das ordens religiosas, instalou-se no claustro uma biblioteca.



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