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sexta-feira, 13 de março de 2015

PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM


Edificado no século XVIII, o Palácio Nacional de Belém tem sido, desde a implementação da República, a residência oficial dos chefes de Estado portugueses.
Arquitetura civil barroca e neoclássica, o palácio apresenta uma planta em L, embora o núcleo principal se organize em volta dum retângulo, no qual se destacam em plano e em volume três corpos no alçado sul, apresentando coberturas autónomas.
A fachada principal (Sul), sobre o Jardim do Buxo apresenta cinco corpos, flanqueados por cunhais encimados por pináculos. Os dois corpos extremos são os mais avançados e formam com os restantes um terraço delimitado por balaustrada e servido por escadarias laterais de um lanço reto, em cujo muro de topo se observam doze painéis de azulejos monócromos.



Na fachada este, que dá para o Pátio das Damas, destaca-se o portal. O alçado Oeste é servido pelo Pátio dos Bichos, onde se abrem duas portas que dão acesso à escadaria principal e três janelas de sacada e, numa cota mais elevada, abre o Jardim da Cascata.
No interior do Palácio ressalta a denominada zona de aparato, que ocupa uma sequência de salas ao longo do alçado Sul, designadamente a Sala das Bicas - grande vestíbulo com pavimento de mármore, teto apainelado em volta de uma composição alegórica da flora e sislhares de azulejos policromáticos setecentistas, observando-se ainda as duas bicas de mármore, com carrancas de leão sobre pequenos tanques circulares, e oito bustos de jaspe sobre plintos, figurando imperadores romanos.  



Destaque ainda para a Sala Dourada ou Salão de Baile, com teto apainelado figurando uma alegoria central; a Sala do Império – onde se observa pintura a fresco no teto e sanca, com medalhões ao gosto neopompeiano, e a Sala Luís XV – com teto apainelado em cujas quadras dos topos são visíveis os escudos dos Bragança e dos Orléans.
A zona onde hoje se encontra o palácio foi adquirida, em 1726, por D. João V à denominada Quinta de Baixo aos Condes de Aveiras e à Quinta do Meio dos Condes de São Lourenço, tendo como finalidade a edificação de um palácio de veraneio com cerca ajardinada.




Em 1755 o palácio foi praticamente destruído pelo terramoto, sendo então encarregado da sua construção o arquiteto João Pedro Ludovice. Entre 1838 e 1853, o palácio funcionou como residência da rainha D. Maria II.
Em 1886 o edifício sofreu obras coordenadas pelo arquiteto Silva Castro, a mando do rei D. Carlos, que escolhera o palácio para residir após o casamento com a princesa Amélia de Orléans. Em 1902, construiu-se na aula norte do Pátio das Damas um palacete com o objetivo de receber as comitivas de hóspedes estrangeiros. Dois anos mais tarde, o picadeiro foi separado do palácio e destinado a albergar o Museu dos Coches Reais.



Em 1908, o palácio deixou de pertencer à casa real, passando do Ministério dos Negócios Estrangeiros que tinha em vista aí instalar visitantes estrangeiros.
Finalmente, em 1911 tornou-se a residência oficial do Presidente da República, o que acontece até hoje.

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