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sábado, 8 de novembro de 2014

BEN AFFLECK




Ben Affleck é como aqueles bons vinhos que bebemos de tempos a tempos: sabe bem apreciar o cinema que faz, embora não tenha ainda atingido a excecionalidade dos predestinados.
Apesar de ter apenas quarenta e dois anos, já leva um quarto de século de diálogo com as câmeras e o seu curriculum conta com cerca de cinquenta trabalhos entre filmes e séries televisivas.
A sua afirmação enquanto ator dá-se no final do século passado, onde, no espaço de cinco anos, (1997-2002) assina trabalhos de grande qualidade como ator e argumentista: “O Bom Rebelde” (1997), “Armegeddon” (1998), “Shakespeare in love” (1998), “Forças do Destino” (1999), “Pearl Harbor” (2001).
Contrariamente ao esperado, Ben não se afirma como um sex symbol em Hollywood, pois a sua preferência vai para dramas, thrillers ou filmes com uma forte componente política e histórica. O ator privilegia as relações com os amigos e com a família e gosta de ser ele a conduzir a sua carreira. Com diplomacia e palavras de veludo, recusou as superproduções e as comédias românticas, onde os atores se esquecem como pipoca que se desfaz na boca.
Ben Affleck fez-se notar em 1997, quando escreveu, em pareceria com o seu grande amigo Matt Damon, o sucesso “O Bom Rebelde”, que mereceu o Óscar de Melhor Argumento. Tinha apenas vinte e cinco anos e um mundo inteiro para conquistar.
Notado o seu talento como ator, os convites para representações de maior dimensão sucedem-se. Lembro-me como me surpreendeu ao lado de Bruce Willis em “Armegeddon” ou como revelou a sua faceta de galã em “Shakespeare in love”. O homem que namorou com Gwyneth Paltrow e Jennifer Lopez, mas acabou por cair aos pés de Jennifer Garner em “Pearl Harbor”. O amor, que começou aquando da rodagem do filme, terminou em casamento em 2005.
Com surpreendente naturalidade, um dos homens e atores mais disputados de Hollywood ia construindo vida e carreira, trilhando um caminho desenhado por si, onde o amigo Matt Damon sempre teve lugar. Os dois fundam uma produtora de filmes – Pearl Street Films – que lhe permitiu fazer em cinema tudo aquilo que sonhou: escrever, representar, dirigir, produzir.


Ben Affleck chegou aos quarenta anos com muitos dos seus sonhos realizados: argumentista premiado, ator consagrado e admirado, realizador respeitado, produtor reconhecido quer nos EUA quer na Europa. Foi nessa qualidade que filmou e protagonizou o melhor filme de 2012 – ARGO – uma história política do passado e do presente, marcante na história recente da América e que ainda há poucos anos estava classificada nos Serviços Secretos norte-americanos.
A política sempre foi um eixo fundamental na vida de Benjamim Geza Affleck. Democrata convicto, sempre fez questão de apoiar publicamente os seus candidatos: Al Gore, Obama, Clinton.
Enquanto se prepara para ser o Batman lá para 2016 em “Batman V Superman: Dawn of Justice”, Ben Affleck faz mais uma aparição nas salas de cinema. Ele está “Em parte incerta” (2014), onde é Nick Dunne, que aproveita o aniversário do seu quinto casamento, para anunciar o desaparecimento da sua esposa, Amy. Rapidamente a pressão da polícia e dos media fazem desmoronar o retrato de união feliz entre Amy e Nick. As mentiras, os enganos e os comportamentos estranhos fazem com que todos se questionem: será que ele matou Amy?
Eu fui em busca da resposta…
Gabriel Vilas Boas    




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