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quarta-feira, 14 de maio de 2014

O ESTADO DE ISRAEL



      Em 14 maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico.
     As nações árabes vizinhas invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinos.

      Os Judeus tinham finalmente a sua terra prometida, mas não alcançavam a paz. Vivem há sessenta e seis anos em estado de pré-guerra e em alerta permanente.

      Depois do holocausto, durante a segunda guerra mundial, seguiram-se anos sem fim de guerrilha, com os povos árabes em seu redor.

      Não sei se são um povo maldito ou um povo escolhido, mas são, sobretudo, um povo sofredor. É impossível não pensar em todas as provações que este povo passou ao longo da sua história e como as superou. Isso fortaleceu-os e tornou-os mais unidos. Essa união foi construída muito em torno da religião, que lhes justifica os atos e os guia espiritualmente.

       A religião e a sua especial aptidão para os negócios, onde ganharam sempre muito dinheiro, fizeram deles um povo muito odiado em quase todo o mundo. Mas também muito requisitado, pois a ambição humana é, na maioria das vezes, superior aos ódios.
     Por todo o lado onde passaram atraíram riqueza, fazendo crescer reinos e estados, mas sobretudo aumentando o seu poder de influência. Esse poder foi sempre usado tanto em proveito próprio como coletivo. Usaram-no muitas vezes para se “manterem vivos”, ou seja, para comprar a sua liberdade, para sobreviver, para influenciar as decisões dos países e governos mais poderosos, para impor os seus costumes e a aceitação do judaísmo.
    Muito unidos, muito religiosos, muito materialistas, reúnem por vezes qualidades ímpares de determinação coletiva de que poucos povos se podem gabar.
        Há sessenta e seis anos, conseguiram finalmente ter a sua terra. No entanto, ela é mantida à base dum sistema de segurança quase impenetrável, dum exército sempre em alerta, duma população em constante sobressalto, de serviços secretos de topo.
         O povo israelita já é parente do medo e da guerra. Gerações cresceram no ódio como se isso fosse uma marca de sangue.
          Os judeus são um povo que parece ter alcançado quase tudo o que quis, excepto a PAZ. Não porque esta lhes esteja vedada por decreto divino, mas porque realmente nunca a desejaram tanto como tudo o resto que acabaram por alcançar.

     A paz atinge-se sabendo ceder. Os israelitas devem perceber que é impossível querer ser-se reconhecido sem ser-se capaz de reconhecer os outros.
         Nenhum povo pode clamar vitória quando isso significa a tentativa de aniquilação doutro povo à sua autodeterminação, ao seu “bocado” de território.
        Acho que os judeus são um povo quase feliz, quase poderoso, quase único. Falta-lhes eliminar uma palavra do seu dicionário – ódio – e acrescentar outra: PAZ, para se tornarem num povo perfeito.


Gabriel Vilas Boas  

7 comentários:

  1. Os israelitas estão fartos de ceder, mas a paz não a conseguirão, porque de ignorantes não têm nada e não se deixam levar por " gente" horrenda e odiosa.
    As pessoas esquecem-se dos ataques terroristas que os israelitas sofreram, sofrem e sofrerão?!...
    Queriam que eles ficassem quietos, perante tanta maldade. Isso, com eles nunca acontecerá, podem crer.
    O mal é a inveja e o ódio que essa " raça" sente por eles!...

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  2. O povo israelita é na realidade um povo trabalhador, é influente, é amigo, bom, mas não lhes peçam que fechem os olhos ou fiquem quietos, perante tanta maldade, por parte de um povo que sempre os odiará. Quem não quer a paz, são eles- os Árabes.

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  3. É triste que em pleno século XXI ainda haja quem pense e escreva como o Sr.Gabriel Vilas Boas. Claro que parece que vivemos num país livre e democrático, mas julgava eu que a educação e a formação correta e imparcial era um dado mais ou menos adquirido! Não somos um povo especial, único ou o melhor, somos como todos os outros. E como todos os outros povos queremos aquilo que falta principalmente aos árabes e palestinianos em especial ( concretamente a certos grupos verdadeiramente terroristas na forma de ser e agir - porque gente boa e má há em todos os lugares),que nos respeitem, nos deixem em paz. Infelizmente, é exatamente a avareza e a hipocrisia política de muitos povos, que os levam ou a atacar ou a não ligar às atrocidades que nos infligem constantemente! Se nos defendemos? Claro, somos de carne, osso e com sentimentos! Parem de nos atacar (das mais variadas formas . com ditados maldosos, ataques terroristas, ignorando, ou melhor dizendo que nós inventamos o holocausto...), que nós só queremos estar em paz numa terra que por sinal e para que conste, é realmente nossa e do nosso povo! Pela paz, pelo respeito, pela verdade e pela cooperação entre nós e todos os povos do mundo!

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  4. Quem deve acrescentar Paz no dicionário são os MOUROS ( se é que sabem o que significa um dicionário....).
    O povo Judeu não é um povo quase poderoso, quase único. É um povo PODEROSO e ÚNICO, sem dúvida alguma. Eliminar a palavra ódio será um pouco difícil, para eles, rodeados e atacados, sistematicamente, por essa "raça odiosa"- Árabes.

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  5. A aprovação está demorada!...

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  6. ...este senhor deu o exemplo da razão de ser e existir um estado Judaico, aliás, Israel é o único estado judaico no planeta, comparando com outros estados religiosos mas com direitos humanos dúbios e umas quantas dúbias liberdades de crenças e raças. Claro que este senhor não conhece ou então faz de conta. E porquê? ...porque é mais fácil atacar um povo que vive em democracia e aceita as outras crenças e raças de igual direito, do que olhar de frente as realidades de outras sociedades que espoliam esses direitos em nome de algo !?!? …só quem visitou e conhece bem a realidade de Israel saberá que este post tem muito de ódio, muito mais de inveja, e pouca clarividência da razão. Mas o mais grave do post deste senhor nem é tanto o ódio, é mesmo a ignorância elevada `à raiz quadrada da inveja’ que torna realidade o anti-semitismo que continua latente no velho continente Europeu habituado às pequenas quezílias que terminaram sempre em grandes guerras mundiais. Um conselho: …antes de deitar esporas pela boca fora, estude um pouco mais de HISTÓRIA e tenha mais humanismo nas palavras, porque muitos dos problemas entre o povo Israelita e o povo Palestiniano são as interferências externas daqueles que a inveja “cega” a razão dos factos. …pois …isso cansa e não resulta!

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  7. Talvez para o povo israelita encontrar a PAZ seja um esforço muito grande depois de tudo, mas esse povo já mostrou ser muito forte. E talvez, esse seja o esforço necessário para um novo começo mais seguro e feliz.

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